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Última atualização (Qui, 25 de Março de 2010 14:24)

07.3.sertaneijaHá dez anos tem sido assim: toda quinta-feira o público que curte sertanejo tem destino certo na Grande Vitória, o Saloon. A casa de shows localizada no Parque de Exposições de Carapina, na Serra, que abriu suas portas despretensiosamente em 1999 (primeiro como restaurante), hoje é o point reconhecido da galera do chapéu.

Para marcar o sucesso, o aniversário está sendo comemorado desde o começo do mês com shows de Layon, Roberson Rodrigues, Carlos Magno, Cristian Greick, Rian Richard, entre outros. Hoje tem mais: sobem ao palco Tatyana Arantes, Rony Ricy e, de Mato Grosso, Diego Diogo.

Nomes conhecidos dos frequentadores da casa e que fazem a festa tocando o chamado "sertanejo universitário", além de forró e outros estilos dançantes. "Lá não tem como fazer diferente, o repertório tem que ter sertanejo universitário", confirma a cantora Tatyana Arantes. "Tenho que tocar Victor Leo, César Menotti Fabiano, Luan Santana", elenca.

 

Mineira radicada no Espírito Santo, Tatyana fica feliz em poder participar do parabéns da casa, que ela considera importante para o mercado country do Estado e, até mesmo, do Brasil. "Poucos espaços conseguem se manter por tanto tempo em atividade como aconteceu com o Saloon. A casa virou referência até fora daqui, como em Minas Gerais, por exemplo, onde eu faço muitos shows. As pessoas me perguntam e comentam sobre o lugar", afirma a cantora, que acredita que a cada semana o público cativo aumenta. "Tem gente que vem toda quinta, mesmo que chova canivete", brinca.

A dupla Rony Ricy concorda. Com um ano de estrada, os cantores de Campo Grande, em Cariacica, eram frequentadores assíduos do Saloon antes de resolverem ganhar o palco. Para não deixar a peteca cair durante o show, eles têm um repertório que passa por Jorge Mateus, João Bosco Vinícius, moda de viola e repertório autoral de forró e country – tudo inspirado pelas boas noitadas que tiveram por lá. "É muito bom tocar no Saloon porque o povo é participativo, passa uma energia grande. É uma das casas top no meio sertanejo, um lugar que já criou sua identidade", opina Ricy.

História
Isso se deve ao trabalho iniciado pelo empresário Zezinho Boechat. Administrador do Parque de Exposições de Carapina desde 1999 (posto conquistado depois de concorrência pública e que tem contrato até 2020), ele teve a ideia de abrir, inicialmente, um espaço destinado aos visitantes das feiras e eventos que acontecem por lá. "Primeiro pensei num restaurante, mas o movimento era pequeno. Comecei a abrir só nos finais de semana, apostando num estilo mais sertanejo que tinha tudo a ver com o Parque", conta.

Com o passar do tempo, a casa foi ganhando um estilo próprio e formando seu público. "Estudantes universitários adotaram a casa na quinta, saíam da faculdade e vinham direto para cá. No início, a intenção não era ter uma casa de shows, mas deu certo", comemora.

Um dos motivos do sucesso, como pontua Zezinho, é a programação. "Procuramos valorizar as atrações capixabas, o trabalho daqueles que estão dentro do Espírito Santo. Alguns nomes conhecidos na cena hoje fizeram seus primeiros shows lá", lembra.

Essa preocupação em escalar artistas locais ajudou a impulsionar a formação do público. "Se a gente parar para pensar, o sertanejo faz parte da cultura brasileira; todos nós temos um pezinho na roça", garante. "No Saloon, a gente percebe que o estilo saiu da roça e ganhou as universidades", completa.

Para os próximos anos, Zezinho anuncia melhorias na estrutura da casa, assim como o uso do espaço como cerimonial nos outros dias da semana e como restaurante. "Porque se depender de mim, a Quinta Country vai continuar sendo o carro-chefe do Saloon", avisa.

Casa aposta no sertanejo universitário
O público principal do Saloon, de acordo com Zezinho Boechat, é o jovem universitário. Por isso, o estilo é o chamado sertanejo universitário. "É um movimento que começou com os universitários e virou febre em todo o Brasil, fortalecida pelas novelas ('América' é uma delas), pelos novos cantores e pelos rodeios. Hoje em dia, toda casa tem que ter um dia dedicado a esse estilo", afirma a cantora Tatyana Arantes, que faz shows pautados no estilo. Entre os representantes dessa vertente, estão a dupla César Menotti Fabiano e, agora, o cantor Luan Santana. "A diferença entre o sertanejo convencional e o universitário está nos arranjos das músicas. O primeiro utiliza mais guitarras; um exemplo, Zezé Di Camargo Luciano. Já o universitário é mais pop, e investe em violão e sanfona", explica.

Vá lá

Quinta Country

Com Diego Diogo, Tatyana Arantes e Rony Ricy

Onde: Saloon, Parque de Exposições de Carapina, Serra

Quando: Hoje, às 22h

Ingressos: R$ 25 (meia-entrada)

Informações: (27)3328-2928 e salooncountry.com.br

 

25/03/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

Tatiana Wuo

 

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